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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Viva mais, estresse-se menos!

Meus caros: 

   Semana passada escrevi sobre como a prática de "plantar flores" pelos caminhos que passamos na vida, levando isso para os relacionamentos com as outras pessoas, traz uma série de benefícios na busca pela realização pessoal e profissional. Espero que alguns dos leitores já tenham começado a colocar essa estratégia em ação. Se você não começou, ainda dá tempo!

   Na postagem dessa semana falarei sobre uma questão bem próxima a da semana passada, quase um desdobramento. Trata-se da estratégia de adotar uma conduta positiva perante a vida, exercitando a habilidade de não deixar os pequenos aborrecimentos do dia a dia tornarem-se motivo de chateação e estresse.

   Dizer isso parece lugar comum. Mas você já percebeu como os pequenos incômodos da vida diária são os que com mais frequência nos deixam nervosos, irritados e estressados? A partir deles acabamos chegando de mau humor no trabalho, brigamos por coisas bobas com a esposa ou o marido, descontamos nos filhos, perdemos um cliente, etc. E para piorar não conseguimos plantar flores na nossa vida, como sugeri semana passada. No fim, para arrumar a bagunça que pequenos incômodos geram, perdemos um tempão e nos incomodamos ainda mais.

   A questão que proponho, portanto, é: como evitar que os incômodos do dia a dia se tornem fatores geradores de estresse e aborrecimento? É uma pergunta interessante e certamente cada um de nós já ouviu e leu muitas dicas sobre como fazer isso. Logo, se pararmos um pouco pra pensar encontraremos as respostas para essa pergunta sem muito esforço. Só que nesse caso não adianta saber as respostas: é preciso colocá-las em prática! Caso contrário o efeito será zero e o conhecimento será totalmente inútil.

   Pois bem, mesmo acreditando que cada um dos leitores já conhece os passos para evitar que os incômodos diários gerem estresse, não posso deixar de compartilhar aquilo que tento aplicar na minha vida. Em geral funciona para mim, o que não é garantia que servirá para todos. Mas é um caminho para que cada um comece sua própria reflexão.

   Em primeiro lugar penso que é preciso agir preventivamente. Não dá para ter uma estratégia de ação nessa questão apenas para os momentos de crise. Temos que cuidar diariamente para manter corpo, mente e alma em equilíbrio. Dormir bem, alimentar-se de forma razoavelmente adequada e fazer alguma atividade física que gostamos três vezes por semana ajudam muito a cuidar do corpo. Ter atividades de lazer, trabalhar com algo que seja na maioria do tempo prazeroso e ler bons livros (indico "A arte da Excelência", por certo!) equilibram a mente. Cultivar amizades, procurar fazer o bem, exercitar a fé e cuidar da família e pessoas que amamos equilibram a alma.

   Essas atitudes simples nos ajudarão a estar normalmente tranquilos. Mas e quando aparece um momento de crise, um incômodo real do dia a dia, o que fazer? Acredito que primeiro de tudo é preciso manter a calma e tentar resolver o problema sem se exaltar, de forma que a racionalidade possa imperar. Apesar de muitas pessoas imaginarem o contrário, na verdade dificilmente se consegue resolver problemas no “grito”. Você até vê algum movimento imediato, mas a longo prazo não funciona. Os envolvidos dão um jeito de no futuro “empurrar” o problema para outro resolver  e os canais de comunicação e negociação se fecham.

   Uma vez mantida a calma, o próximo passo é analisar o problema. Foi uma coisa à toa, sem conseqüências? Então que tal simplesmente deixar prá lá? Por exemplo, quando alguém lhe corta a frente no trânsito ou quando você esquece de levar a câmera fotográfica em um passeio com seu filho. Vai ficar remoendo isso o dia todo, contando para todo mundo? Parece-me que seria muito mais simples e melhor seguir o caminho no trânsito ou aproveitar e brincar muito com seu filho, guardando os momentos no coração. Para que ficar revivendo o fato desagradável?

   Por outro lado, se for algo que tem conseqüências será preciso analisar se é preciso ou possível fazer alguma coisa. Se for preciso fazer algo, tome as providênciais cabíveis e monte alguma estratégia para contornar o problema. Por exemplo, quando alguém  bate no seu carro. Veja se há feridos, pegue os dados do motorista e do veículo, faça o boletim de ocorrência de trânsito, tente um acordo, acione o seguro, pegue o carro reserva. E se precisar cobrar alguma coisa judicialmente entregue nas mãos de um bom advogado. Depois, esqueça o assunto e siga adiante.

   Já se não for preciso fazer nada, aí muitas vezes o melhor é aceitar o prejuízo e cuidar para que a situação não se repita. É o caso, por exemplo, de quando se leva uma multa de radar eletrônico por desatenção. É quase impossível ganhar um recurso dessas multas. Se for daquelas de mais de R$ 500,00 até vale a pena discutir. Mas se for daquelas de R$ 67,00 será que vale a pena apresentar recurso, ir no DETRAN, etc? Certamente você se incomodará bem mais do que os R$ 67,00 que talvez um dia receba de volta. Sei disso porque cometi a insanidade de recorrer de uma multa dessas. Já faz mais de 3 anos que estou esperando o dinheiro de volta!

   Enfim, é por aí. São muitas ideias  e sugestões que existem sobre esse assunto. O mais importante é aplicarmos tudo isso em nossa vida diária e deixarmos o estresse reservado para situações que são realmente preocupantes. Desde logo agradeço a quem postar sua sugestão como comentário aqui no blog.

Um abraço e até semana que vem,

4 comentários:

  1. É isso aí. Obrigado por mais uma reflexão que faz evoluir.

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  2. Meu amigo, Emmerson,

    Concluí que ser otimista é melhor do que ser pessimista, porque o pessimista sofre antes e depois se der errado, enquanto o otimista, na pior hipótese, só sofre uma vez... E se der certo, o otimista não sofre nenhuma vez, enquanto o pessimista sofreu desnecessariamente uma vez!

    Abraço,

    Márcio (Londrina)

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  3. Wellington e Michele, obrigado. Márcio, meu caro, você tem toda razão. A dúvida é se podemos escolher ser otimistas. Eu pessoalmente penso que sim, por experiência própria. Sempre fui meio pessimista, até que conclui que é mesmo mais vantajoso ser otimista. Claro que isso exige algumas atitudes práticas. Ninguém dorme pessimista e acorda otimista. Mas é possível. Sugiro, por exemplo, sair de listas de discussão que só trazem notícias ruins, substituir o noticiário da TV por algo lido, em que você pode evitar matérias sensacionalistas, gradativamente mudar o foco das conversas com os amigos, entre outras ações que mostrem que estamos caminhando para dias melhores. Coisas simples, mas com grande efeito prático.
    Um abraço,
    Emmerson.

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"A arte da Excelência" é um projeto sem fins comerciais destinado a gerar reflexão e ações concretas para a realização pessoal e profissional.