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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Invista no seu diferencial!

Meus caros:

   Semana passada minha esposa fez aniversário e ganhou de presente um DVD do John Mayer, “Live in Los Angeles”. Para quem não conhece, John Mayer é um músico americano, ainda com seus 30 e poucos anos (nasceu em 1977), que se destaca tocando violão/guitarra e por ter uma série de composições e uma voz bastante agradáveis. Iniciou a carreira no pop, mas depois misturou rock, blues e um pouco de jazz em suas músicas, o que deu um toque todo especial a sua musicalidade, gerando comparações, por exemplo, com o inigualável Eric Clapton.

   Pois bem, falo de John Mayer porque ao assistir o DVD de seu show uma coisa bastante interessante chamou-me a atenção logo de início: o fato dele utilizar o polegar da mão esquerda para extrair som da sexta corda do violão (a mais em cima, bem grossa).

   O leitor que nunca tocou violão na vida deve estar se perguntando: o que isso tem de tão extraordinário? Bem, do ponto de vista físico não é nada demais. Mayer tem a mão e os dedos grandes, de forma que é algo natural para ele alcançar a sexta corda do violão. Então nada mais lógico que tirasse proveito disso, certo?

   A grande questão é que qualquer um que inicie o estudo de violão irá aprender que a técnica correta de segurar esse instrumento é apoiar o braço do violão sobre o polegar da mão esquerda (para os destros), sendo que em hipótese alguma o polegar deverá ser usado para prender a sexta corda. Mas John Mayer faz isso. E como faz bem!

   Essa constatação fez-me pensar que durante tantos anos em que brinco de tocar violão sempre me preocupei por não conseguir deixar o polegar em seu lugar certo, atrás do braço do violão. Como Mayer, tenho a mão um pouco grande e não era confortável executar a técnica considerada correta. Ver o DVD trouxe-me, assim, duas conclusões.

   A primeira, e mais óbvia, é que não preciso ficar tão preocupado com a posição do polegar da mão esquerda ao tocar meu violão. Está certo que isso não me fará tocar como John Mayer. Mas quem sabe me anima a aprimorar um pouco minha capacidade de extrair um som interessante do instrumento. Em síntese, percebi que a preocupação com a forma não pode ser tal que impeça de melhorar o conteúdo. 

   A segunda, fruto de alguma reflexão, é que nem sempre apenas adotar a técnica correta nos levará ao topo. Claro que saber a técnica é importante. Mas em algum momento precisamos abrir espaço para a criatividade, de maneira a incorporar na técnica os nossos diferenciais. Isso tornará a execução da tarefa algo único. E por consequência nos tornará imprescindíveis na sua realização.

   No exemplo do John Mayer, certamente ele domina a técnica como ninguém. Mas tem muitos outros que também dominam a técnica. O diferencial é que ele tem um jeito só dele de tocar, que dá um sabor especial a sua performance musical. Ao tocar a sexta corda com o polegar ele correu riscos de ser criticado. Mas o resultado provou que seguiu pelo caminho certo.

   A conclusão, portanto, é que devemos estar atentos à técnica. Estudá-la e dominá-la como ninguém. Mas ela não pode nos impedir de seguir adiante, já que existe para permitir o aprimoramento e não para aprisioná-lo. Ao mesmo tempo, a partir de um momento em que já dominamos a técnica, temos de investir nos nossos diferenciais, nas nossas qualidades e estilo próprio que farão a diferença no resultado final. Do contrário continuaremos como muitos que têm grande conhecimento, mas na verdade quase tudo o que sabem é apenas repetir o que já é conhecido.

Um abraço e até semana que vem,      

Emmerson Gazda
www.artedaexcelencia.blogspot.com 

4 comentários:

  1. Prezado Emmerson,

    Realmente, deve aprender os caminhos existentes, mas depois podemos abrir trilha para um novo caminho.

    Abraço,

    Márcio

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  2. Ola. Estou muito feliz com a sua visita ao meu blog. Muito obrigada pelos comentários e dicas, foi o que eu imaginei, estava na hora da tal “pausa”. Vamos ver o que acontece. E com certeza estou na expectativa do trailer, assim poderei fazer uma nova explosão na divulgação. Por hora estou trabalhando, trabalhando e trabalhando.
    Obrigada novamente e volte sempre.

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  3. Caro Emmerson,

    Foi uma ótima analogia, temos sim que nos lembrar de que não existem fórmulas únicas e incontestáveis para alcançarmos um resultado, pois somos diferentes e podemos trilhar caminhos diferentes para conquistar o mesmo.

    Mas como bom fã de John Mayer que também sou preciso abrir espaço para um comentário.

    A utilização do Dedão da mão esquerda não é uma assinatura de John, a grande maioria dos guitarristas de blues usa essa técnica inclusive Clapton que foi citado pro você! O diferencial de John, acredito que seja a facilidade de unir o passado com o presente, da mesma forma que Stevie Ray Vaughan fez nos anos 80. John colocou o Blues em evidência unindo sua essência a musica pop. Trouxe uma velha forma de tocar guitarra de forma única e sons agradáveis.

    Gostei muito de seu texto, é um ensinamento pra vida e serve muito bem para qualquer profissional.

    Grande Abraço.

    Caico.

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  4. Caico,

    Obrigado pela observação. Realmente bem lembrado que utilizar o dedão da mão esquerda não é exclusividade do John Mayer. Aliás, não sabia que essa é uma característica dos guitarristas de blues. Vou rever os DVD's do Clapton e do B.B. King que tenho porque até então não tinha notado isso. Muito bom. De qualquer modo ao vê-lo tocar isso me chamou a atenção. Talvez porque a mão dele é grande ou porque ele usa esse diferencial, como chamei no texto, de uma forma muito interessante. Dá toda uma plástica e uma sonoridade muito legal. Mas vale seu registro.

    Um abraço,

    Emmerson

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