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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O que fazer quando se perde a alegria de viver?

Meus caros:

   O tema do equilíbrio de vitaminas em nosso corpo, abordado na semana passada, fez-me pensar em escrever essa semana sobre o que podemos fazer quando nos sentimos cansados, desanimados, em um estado em que a vida perde seu brilho e que, em alguns casos, chega-se ao diagnóstico de depressão.

   Antes de tudo destaco que pode existir uma ligação direta entre o deficit vitamínico e a depressão. É que algumas vitaminas são responsáveis por induzir o organismo a gerar serotonina, o principal hormônio que nos traz alegria e prazer em viver. Então, em casos em que nos sentimos cansados, desanimados e nos encaminhando para um quadro de depressão é interessante investigar essa questão da dosagem das vitaminas, referido na postagem anterior.

   Para além disso, o que fazer quando a tristeza nos domina? Essa certamente é uma pergunta de difícil resposta. Mas parece-me que, em primeiro lugar, precisamos ter em conta que é preciso fazer alguma coisa. Temos de procurar uma saída. Se ficarmos parados, sem ação, a tendência é que a tristeza vá se ampliando e o risco de ingressar em um quadro depressivo mais profundo é grande.

   O problema é que uma das consequências do desânimo, do abatimento, é justamente não ter vontade de fazer nada. Então como iremos agir? Bem, é preciso entender, para começar, que cada pessoa é diferente. Em termos de normalidade, existem pessoas que são naturalmente mais animadas. Outras que são por natureza um pouco menos animadas. E ainda outras que oscilam estados de maior animação, com períodos menos animados.

   Essas variações, sem que se ultrapasse um limite abaixo do qual se instala a depressão, são consideradas normais. Nesses casos, uma situação de tristeza e desânimo eventual pode ser superado com algumas atitudes simples, como sair da rotina, fazer uma viagem, estar mais próximo dos amigos, realizar alguma atividade de lazer que seja prazerosa, caminhar ao ar livre, fazer exercícios físicos, entre outras.

   Mas quando se ultrapassa a linha da normalidade, instalando-se um quadro de desânimo persistente (que se chama então de depressão), parece-me que contar com a ajudar de outras pessoas, especialmente de um profissional da área de psicoterapia, é muito importante. Muita gente resiste à ideia de ir a um psicólogo ou a um psiquiatra. Talvez pela sensação que isso traz de incapacidade em resolver os próprios problemas. Ou pelo preconceito de que fazer algum tipo de terapia psicológica é coisa de quem não está muito bem da cabeça. Além do que muitas vezes a pessoa deprimida é vista não como um doente, mas como um preguiçoso ou que está querendo de alguma forma evitar o trabalho.

   A realidade, contudo, é que a depressão é uma das doenças que mais tem crescido nos dias de hoje, ao ponto de ser chamada do “mal do século 21”.  Sendo uma doença, natural que precisemos de auxílio médico. Não é demérito nenhum. E nesse auxílio, tomar remédios para contornar os sintomas pode até ajudar e ser necessário, conforme o caso. Mas se não forem atacadas as causas da depressão, com alguma forma de psicoterapia, a tendência é que o quadro depressivo volte a ocorrer no futuro.

   Portanto, quando uma pessoa sente que a vida está perdendo o seu colorido, a primeira estratégia a adotar é tomar consciência do problema e começar a atuar nele, procurando fazer atividades que lhe sejam prazerosas com mais intensidade. Se isso não der resultado, ou mesmo se o problema for mais grave, com alguma causa em evento da vida real, é importante buscar ajuda especializada.

   Além disso, de forma preventiva, é importante que façamos “investimentos” no fortalecimento dos nossos vínculos afetivos e no desenvolvimento de atividades que nos sejam agradáveis. Assim, se um dia o desânimo pensar em aparecer, o caminho para voltar à alegria já estará trilhado.  

   Há, por fim, uma questão a ser abordada sobre o assunto: o que devemos fazer quando uma pessoa que faz parte da nossa vida está com sintomas de depressão? Parece-me essencial, antes de mais nada, dar o apoio necessário, tentando promover atividades que sejam prazerosas. Caso isso não dê resultados, temos de pensar em incentivar a pessoa em depressão para que busque ajuda profissional.

   Em qualquer situação, contudo, é preciso tomar cuidado na abordagem a ser adotada. Com boa intenção muita gente diz que o outro não tem razão para estar deprimido, já que tem uma vida boa, filhos excelentes, uma família que lhe ama, etc. O problema é que quem está deprimido em geral sabe de tudo isso. E sente-se ainda pior por estar mal quando a vida lhe oferece tanto. Especialmente quando não existe um elemento do mundo dos fatos que seja um motivo concreto para o desânimo.

   Assim, a melhor conduta para quem está ao lado de alguém com problema de depressão é praticar a aceitação. Aceitar que se está diante de uma doença e que ela precisa ser tratada. Com isso dar o apoio, procurar ser paciente e compreensivo, incentivar atitudes positivas e animadas. Tudo isso sem perder de vista que, igual a qualquer doença física, a depressão exige cuidados durante o período de convalescença. Não é fácil, por certo. Mas é o que, a meu ver, é um bom caminho a seguir.

Um abraço e até semana que vem,

Emmerson Gazda     

8 comentários:

  1. Emmerson,

    A melhor coisa para curar a depressão é o amor das pessoas próximas (amor que é bondoso, compreensivo, caridoso, acolhedor, que não tem inveja, que perdoa, etc).

    Quanto às fontes de prazer pode ser: dançar, pintar, desenhar, ler, escrever, assistir a um bom filme, passear, viajar, ouvir uma boa música, jogar conversa fora com os amigos, estudar um idioma etc.

    Tudo de bom!!!

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  2. Meu amigo,

    Segundo especialistas, a depressão será a principal causa de morte em 2025.

    Como vc bem frisou, muita gente acha que depressão é frescura... Isso é fruto da ignorância!

    Além de psicoterapia, a utilização de remédios receitas por psiquiatras é imprescindível, bem como a busca por coisas que despertem a alegria de viver do doente.

    Abs,

    Márcio

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  3. Meus caros,

    Obrigado pelos comentários. De fato o amor das pessoas próximas é essencial. E o uso de medicamentos, quando necessário, deve ser encarado com normalidade. Além do seu uso com seriedade. É muito comum a pessoa começar a tomar o remédio e assim que melhora um pouco para sem que o médico saiba. Esse é um grande erro, já que o tratamento da depressão vai além da melhora dos sintomas.

    Um abraço,

    Emmerson

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  4. Sou um musico tenho 54 anos, bem fisicamente, não sou gordo e nem careca, perdi tudo, por minha inconpetencia, não tenho mais casa e nem amor pelas pessoas, sou sempre julgado por todos. (jpbbarros@yahoo.com.br)agora tenho problemas profissionais e por não cuidar de meus filhos sou massacrado. tenho conciencia que a culpa é minha e pago o preço. O que fazer? não sei!!!

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    1. Meu caro, não sou especialista na área, o que limita um pouco o que posso lhe dizer. Penso que alguma ajuda profissional de um psicólogo pode ajudar muito. Nessas horas em que a gente não sabe para onde seguir alguém que nos ajude de forma mais próxima a entrar de novo nos trilhos é importante. Caso seu problema seja ligado a algum vício, procurar um grupo de apoio é fundamental. Eles certamente saberão como lhe ajudar e farão grande diferença no processo.
      De qualquer modo quero que saiba que em qualquer situação existem caminhos para sair do "fundo do poço". Não existem soluções fáceis, mágicas. Mas existem caminhos que vão nos levando a novas situações, a melhorias graduais.
      No meu modo de ver um passo importante foi dado ao tomar consciência da própria responsabilidade em estar na situação atual. Agora é preciso assumir a responsabilidade por promover mudanças futuras. E isso se dará com atitudes concretas, com ações de reaproximação. Enfim, vai exigir paciência, tempo, esforço e amor porque muitas vezes reconstruir é mais difícil que construir quando se trata de relacionamentos pessoais.
      Que Deus o ilumine, Emmerson.

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  5. Boa tarde,

    Quero deixar registradas minhas congratulações pelo Blog. Estava fazendo umas pesquisas e o encontrei por acaso. Belas palavras, conselhos precisos, observações valiosíssimas.
    Estou passando por uma "fase ruim", de reflexão sobre oportunidades perdidas, sonhos adiados e esse blog tem me ajudado a recuperar as forças e o ânimo.
    Me formei em 2004, com 22 anos e tinha como foco o ingresso na Magistratura Federal, estudei bastante, mas só prestei o concurso 1 vez. Não logrei êxito, tentei outros concursos, mas sem foco e determinação. O tempo passou, hoje sou militar, estou desviada de função (não trabalho com o Direito) e tenho refletido sobre meus projetos antigos, tendo em vista não me sentir realizada profissionalmente. Apesar de desatualizada, pretendo voltar e retomar meus objetivos.Bom, desculpe o desabafo, mas achei interessante registrar que suas palavras são motivadoras e têm me ajudado bastante.Que Deus o abençoe.
    Bianca

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  6. Emmerson, vc acendeu uma luz no fim do corredor , só preciso ter coragem e correr até ela. Muito obrigada,Deus irá te recompensar por isso. Com carinho,Anônima

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  7. Bom dia!

    Quero dizer que muitos de nós passamos por isso e nunca conseguimos ver uma saída, eu mesma ando enfrentando tempestades em meu casamento, na empresa que tenho. Trabalho com meu marido que não está sendo fácil, pois temos opiniões mto diferente em relaçao como conduzir as coisas. Brigamos mto devido que ele não aceita minha opinião, perdi totalmente a vontade de estar na loja, de organizar minha casa, de cuidar de mim. Eu que sempre fui organizada, hoje não me reconheço. Busquei ajuda porém meu marido acha inútil tudo isso, que sempre podemos resolver sozinhos, já pensei na possibilidade de me separar, pois agora está com a loucura na cabeça de ir embora para fora do país. Porém acho que essa nao seja a melhor saída, abandonar tudo e sair por aí, estou assim que não sei o que fazer.

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