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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A moda é planejamento estratégico! E depois, o que virá?

Meus caros:

   Na postagem dessa semana volto a falar sobre um tema de gestão, fazendo reflexões sobre como podemos aproveitar da melhor forma o modismo que está presente no desenvolvimento de atividades de aprimoramento gerencial, especialmente através de consultorias especializadas.

   Nada contra as consultorias e treinamentos, bem como seus modismos, deixo claro de início. Pelo contrário. Tratam-se de atividades essenciais para o aperfeiçoamento profissional das pessoas, de forma que qualquer investimento em treinamento é sempre muito bom. O que é importante perceber, apenas, é que nessa área de consultorias sempre há alguma ferramenta ou prática em evidência, na moda. Precisamos, assim, aprender a tirar o melhor proveito do que esteja em destaque.

   O momento atual, por exemplo, é do planejamento estratégico. Quem nunca ouviu falar em missão, metas para curto e longo prazo, necessidade de medição e revisão anual dessas metas, está fora de moda. No passado já tivemos ciclos em que se destacaram a reestruturação, com reformulação de cargos e estruturas empresariais (incluindo a terceirização), os programas de qualidade, que tiveram o auge na implantação do sistema japonês dos 5 S´s (descarte, organização, limpeza, segurança e ordem mantida), a obtenção das certificações ISO e os detalhamentos das atividades de trabalho, com elaboração de manuais de procedimentos e fluxogramas, entre outras.

   Pois bem, esses modismos gerenciais não são algo negativo, como já destaquei. Têm o grande mérito de colocar em evidência coisas importantes para o gerenciamento de qualquer atividade. Veja-se, por exemplo, a ideia do planejamento estratégico. Ninguém pode imaginar um projeto de sucesso sem que haja um planejamento adequado e sem que se pensem estratégias que permitirão alcançar as metas fixadas.

   O problema surge quando as ferramentas da moda são trabalhadas apenas superficialmente, sem atingir o objetivo maior de introduzir seus conceitos na cultura da empresa ou instituição. Aí a moda passa e a ferramenta, e especialmente seus conceitos, são simplesmente esquecidos. Afinal é preciso seguir a nova tendência.

   A questão, contudo, é que as ferramentas gerenciais são apenas instrumentos que servem para as pessoas entenderem e aplicarem conceitos de gestão. Quando essas ferramentas são utilizadas apenas pelo modismo, sem preocupação efetiva em aprimorar a capacidade gerencial das pessoas que integram a empresa ou instituição, ao fim do ciclo da moda o investimento todo é perdido, sem produzir grande resultado. Além disso há um prejuízo secundário bastante importante, que é a constatação das pessoas que fazem parte da empresa ou instituição de que não precisam se preocupar seriamente com alguma nova exigência gerencial. Já sabem que será apenas mais uma coisa que precisam fazer como formalidade. Certamente em seguida vira outra coisa em substituição.

   É preciso, portanto, ter a percepção de que cada ciclo de ferramentas gerenciais que aparece em evidência, como um modismo, precisa gerar em sua aplicação um acréscimo de conhecimento a ser aproveitado para além do tempo da moda. Na realidade, se pensarmos bem, trabalhar a compreensão dos conceitos da ferramenta do momento é até mais importante que utilizar a própria ferramenta em si. Quer dizer, o conteúdo material (que é o que fica depois do modismo) deve estar acima da formalidade do instrumento.

   Assim, por exemplo, o ciclo da reestruturação mostrou que repensar constantemente o modelo produtivo e fazer alterações sempre que necessárias para um melhor resultado é algo de grande importância. Quem compreendeu esse conceito continua usando a ideia até hoje, mesmo sem a necessidade de um serviço de consultoria específica, salvo em casos extremos. Da mesma forma os programas de qualidade e o sistema dos 5 S´s mostraram que é preciso criar um ambiente de trabalho saudável para se ter uma alta produtividade. As certificações ISO deixaram claro que seguir algumas regras de controle de produção é essencial para atender um mercado cada vez mais competitivo. O detalhamento do processo laboral mostrou que entender como o trabalho é desenvolvido é de grande importância para poder encontrar melhorias. E o planejamento estratégico deixa claro que precisamos saber qual a função de nosso trabalho, quais as metas que queremos atingir a curto, médio e longo prazo, bem como quais as estratégias que adotaremos para conseguir isso.

   Pois bem, e a seguir, o que nos espera? Essa é uma pergunta bastante interessante, para quem tem visão de futuro. A minha percepção é que a utilização das ferramentas de planejamento estratégico estão atingindo seu auge nesse ano de 2011. Eu mesmo tenho 5 planejamentos estratégicos vigentes, que atingem diretamente meu trabalho. Ao mesmo tempo a ferramenta do planejamento estratégico (não o planejamento e a estratégia em si) tem criado, em alguns setores, dificuldades para a inovação, para o exercício da criatividade. Preocupadas em atingir as metas e cumprir o planejamento as pessoas dão prioridade para o que possa representar mais uma meta atingida. Se uma excelente ideia não contribui para a meta ela é deixada de lado.

   Esses elementos dão uma dica de que para o futuro próximo pode aparecer algum novo modismo. Não vejo que o planejamento e a estratégia serão esquecidos (pelo menos não para quem introduziu os conceitos da ferramenta na cultura de sua empresa ou instituição). Vão continuar sendo essenciais. Mas coisas novas deverão surgir, agregando valor a moda anterior. Meu palpite é que possa ser algo em torno da gestão da inovação. Já um amigo consultor acredita que possa ser na estética, destacando-se a importância de produtos esteticamente bem acabados e locais de trabalho com um ambiente mais agradável aos sentidos. Um outro amigo, que trabalha comigo, aposta em gestão de processos.  

   Quem sabe? Alguém tem algum palpite? Certamente todos esses e outros temas são de grande importância na atividade gerencial. Mas seja qual for a próxima moda, o fundamental é estarmos atentos para compreender os conceitos da ferramenta do momento. Com isso e um pouco de flexibilidade e capacidade para organizar ideias, iremos, ao longo do tempo, aprimorando significativamente nossa capacidade gerencial.

Um grande abraço e até semana que vem,

Emmerson Gazda

2 comentários:

  1. Caro Emmerson,

    Se não for algo secreto, conta aí quais são os seus 5 planejamentos estratégicos vigentes.

    Abraço,

    Márcio

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  2. Márcio,

    São basicamente do CNJ, CJF, TRF4, JEF´s e SJSC. E todos devem estar alinhados entre si. Assim, para não nos perdermos em meio a tantas missões e metas resolvemos resumir tudo em uma missão e uma meta. Missão: atender bem as pessoas que procuram nosso serviço. Meta: manter o trabalho em dia. Disso segue um pouco de planejamento e muito trabalho. Seria esse um sexto planejamento estratégico que preciso aplicar? Ou é simplesmente a aplicação da essência da ferramenta?

    Grande abraço,

    Emmerson

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