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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Encontrando-se consigo mesmo: aprendendo a meditar!

 Meus caros:

   Com o lançamento aqui no blog do álbum musical “Momentos de Excelência”, de minha querida irmã Ellisana Gazda Kühn, inspirei-me a escrever sobre um tema importante, mas para o qual muita gente não dá a devida atenção: a necessidade de encontrarmos alguns espaços diários para nos desligarmos um pouco da agitação do mundo e mantermos nosso equilíbrio pessoal.

   Sei que não é fácil encontrarmos tempo para nós mesmos em um mundo em que parece que as 24 horas diárias são insuficientes para tantas demandas. Mas isso é fundamental para que possamos estar sempre em condições de superar qualquer obstáculo que apareça. É aí que entra a prática da meditação, como um importante instrumento a ser usado em nosso favor.

   Quando falo em meditação imagino muitos leitores visualizando aqueles monges budistas sentados sobre as pernas cruzadas durante um dia inteiro, repetindo mantras e praticando técnicas de energização enquanto queimam incenso. Imediatamente a pessoa torce o nariz e pensa: “isso não é para mim, não tenho tempo nem paciência para isso!”

   Calma, não é preciso ir tão longe para colher os benefícios da prática reiterada da meditação. Na verdade existem milhares de técnicas e formas de meditar. Se você pesquisar na internet irá descobrir isso rapidamente. O segredo é encontrar a forma que melhor se adapta a sua disponibilidade e as suas preferências pessoais, mantendo sempre a essência básica de toda meditação, que é o esvaziamento da mente, voltando-se alguns momentos apenas para si mesmo.

   A título de sugestão vou descrever o modelo de meditação de minha preferência. Ainda que muitas técnicas sugiram alguma posição de yoga ou uma posição sentada em uma cadeira, com os pés no chão e as mãos sob as pernas, eu particularmente gosto de meditar deitado (é questão de preferência pessoal). De barriga para cima na cama e braços soltos ao lado do corpo. É a posição em que melhor consigo relaxar e desligar-me do mundo. Deixo o quarto escuro, coloco uma música suave (as vezes no fone de ouvido mesmo, para não incomodar minha esposa) e começo a respirar de forma profunda, puxando o ar pelo nariz, enchendo primeiro o diafragma (parte baixa da barriga) e soltando depois o ar pelo nariz. Concentro-me na respiração e procuro não pensar em nada. Vou sentido meu corpo relaxar e simplesmente procuro me concentrar na respiração. Assim segue, com o relaxamento do corpo inteiro. Quando pensamentos surgem e minha mente começa a divagar, com tranquilidade volto a me concentrar na respiração. Sigo até e pelo tempo que me sinto bem. Depois abro os olhos devagar e vou voltando a me mexer. Simples assim.

   Mais recentemente, contudo, tenho meditado de forma diferente, em uma alternativa decorrente de quem tem uma filha pequena. Enquanto minha esposa faz nossa filha dormir deito no sofá e fico ali relaxando, concentrado na respiração. Aí não tem música. Impera o silêncio para que nossa filha se acalme e durma. É interessante também ouvir o silêncio. Diferente do modelo geral baseado na música, mas uma prova de que é possível encontrar alternativas para diariamente estarmos um pouco apenas conosco mesmos.

   O tempo de duração da meditação vai variar. Alguns dizem que teria de ser de 45 minutos a 1 hora. Eu particularmente, em geral, faço uns 30 minutos. Vai depender também da sua disponibilidade. E no começo muitos podem achar que 5 minutos já é muito. Eu diria para você começar devagar e depois encontrar seu tempo. Pessoalmente gosto de meditar à noite, antes de dormir. É quando tenho tempo para isso. Talvez por isso goste de meditar deitado. Mas nesse caso, as vezes da meditação passo direto para o sono, sem perceber. Tudo bem. Não vejo problemas nisso. Minha mãe sempre dizia que se não conseguimos terminar uma oração porque dormimos antes de sua conclusão não há problema: os anjos terminam ela para nós. Acho que na meditação vale a mesma regra.

   Agora, para meditar em outros horários, eventualmente na volta do almoço para o trabalho ou mesmo no ônibus a caminho de casa, a posição sentada pode ser uma boa opção. Olhos fechados, “Momentos de Excelência” no tocador de MP3 e aproveite para se refazer um pouco da correria do dia. Dez minutos já fazem diferença. Pode ser que o tempo e o local não sejam os ideais para uma meditação mais profunda. Mas o pouco que se faça de forma constante na vida diária para se manter em equilíbrio já resulta em algo bastante positivo. Quando você tiver mais disponibilidade, eventualmente uma vez por semana, pode fazer uma meditação com mais calma. O importante, de qualquer modo, é reservar diariamente um tempinho para parar e colocar a vida no seu devido lugar. Que tal experimentar isso agora?

Um abraço,

Emmerson Gazda

2 comentários:

  1. Este texto veio em boa hora. Final de semana de molho com uma gripe severa. Deitada na cama vou tentar pensar somente na minha dificultosa respiração. Obrigada Dr. Emmerson pela dica.

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  2. Eu medito só deitada e me sinto ótima. Recomendo a todos.

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