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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vamos envelhecer? Aprenda o segredo!

Meus caros:

   No início do mês participei da I Conferência do idoso de Jaraguá do Sul. Quase quinhentas pessoas, a maioria idosos, reunidos para discutir políticas públicas para o envelhecimento com dignidade.  Como disse em meu Facebook na ocasião, não fui ao evento para proferir palestra. Fui para escutar, algo que me parece fundamental quando queremos aprender alguma coisa nova. 
  
   Nesse evento tive a oportunidade de conhecer a Dra. Juliana Brandão, professora do Curso de Pós-Graduação em Gerontologia da FURB/Blumenau-SC, que me presenteou com o livro “Vamos envelhecer? Aprenda o segredo.”  Ainda não terminei de ler o livro, mas achei muito interessante a proposta multidisciplinar que ele apresenta, com textos técnicos de profissionais das diversas áreas de saúde e educação, mostrando como podemos desde jovens cuidar de um importante projeto a longo prazo:  envelhecer com qualidade.

   O leitor pode achar um pouco estranho falar em um projeto de envelhecimento desde jovens.  Confesso que também nunca tinha pensado nisso, até que na palestra da Dra. Juliana foi destacado  que o processo de envelhecimento biológico das pessoas não tem uma idade certa para começar.  Ainda que convencionalmente sejamos idosos a partir dos 60 anos, do ponto de vista biológico o ser humano alcança sua maturidade biológica aos 25/30 anos e a partir disso começa lentamente o envelhecimento.  A proposta da Dra. Juliana, diante desse fato, é que a partir desse momento, ainda de “juventude”, comecemos a nos cuidar para envelhecermos com qualidade, de forma que possamos chegar aos 60, 70, 80, 90 e quem sabe 100 anos fazendo as mesmas coisas que fazemos hoje ou, ao menos, tentando fazer! Gostei dessa ideia e resolvi escrever a presente postagem sobre esse tema,  emprestando o título do livro para ressaltar o interesse na obra.

   A questão que proponho, portanto, é: quais estratégias de ação podemos adotar para no futuro sermos idosos com capacidade de viver intensamente essa fase tão especial da vida? Certamente são muitas estratégias possíveis. Mas acredito que o primeiro passo é aceitar que estamos envelhecendo. Alguns leitores dirão: “isso é evidente, não é preciso aceitar!”. É evidente, concordo,  mas é preciso aceitar o fato. Não são poucas as pessoas que vivem tentando evitar que o envelhecimento aconteça.  E quando a velhice chega com mais força a pessoa se apaga, se esconde, tem vergonha de si mesma. Parece-me, então, mais sensato aceitar que estamos envelhecendo e desde logo aproveitar para viver da melhor forma possível esse processo natural. 

   Admitido o envelhecimento como um processo natural da vida, o restante da “receita” pode ser resumida em uma frase: “viva com intensidade e equilíbrio cada momento e fase de sua vida, para chegar na fase áurea da velhice plenamente realizado e com motivação para saborear grandes alegrias e desenvolver novos projetos!” Simples, não? Por certo é simples no papel, ou melhor, na tela do computador. Mas viver com intensidade e equilíbrio não é na prática algo fácil de ser feito. Precisa ser uma ação diária. A notícia boa é que sem um esforço sobrenatural  é possível chegar a um resultado razoável. Talvez no momento não achemos razoável algo suficiente. Mas conversando com pessoas bem mais experientes que eu, posso dizer que eles, na idade em que se encontram, acham razoável algo muito bom. 

   E quais seriam as condutas diárias que podemos adotar? Acredito que  já ouvimos falar de muitas delas e de certa forma já referi  algumas no livro “A arte da Excelência” e aqui no blog, nas postagens anteriores. Cuidar do corpo, da mente e da alma são o caminho. Exercícios regulares e adequados à idade de cada um, alimentação saudável, atividades de lazer, enriquecimento cultural, aprimoramento profissional,  exames médicos preventivos regulares, desenvolvimento de vínculos afetivos, familiares e de amizade, busca pela espiritualidade. Tudo isso é parte do processo. Também é interessante pensar em desde logo ir formando uma reserva financeira. Ela servirá para custear atividades de lazer na velhice e os inevitáveis gastos com tratamentos médicos. Agora, o mais importante mesmo é colocar essas ideias em movimento, colocar o conhecimento em prática. É difícil fazer tudo de uma vez? Comece devagar. Temos tempo. O importante é começar!

   Nesse ponto, e já me encaminhando para o final dessa postagem, cabe uma reflexão: você já parou para prestar atenção como muitos idosos tem grande conhecimento e experiência para compartilhar? E como muitos deles são pessoas extremamente felizes, realizadas e com uma vida atual divertida? Isso ficou evidente para mim na Conferência do idoso, quando logo na abertura um senhor de seus quase 80 anos observou que o principal objetivo ali não deveria ser a fixação de políticas públicas para os idosos de hoje, mas sim para as gerações futuras. Essa capacidade de pensar nos outros foi uma agradável surpresa.  E fez-me pensar que quero chegar aos 80 anos com essa mesma sensibilidade. Para aprender um pouco mais sobre o segredo para esse resultado adotei a prática de prestar ainda mais atenção nos ensinamentos das pessoas mais velhas com quem tenho contato e que me passam sensação de realização. Algo que tenho notado é que essas pessoas já não têm mais a necessidade de parecer melhor do que são ou de provar algo para os outros. Estão é preocupadas em viver da melhor forma possível a vida que ainda têm pela frente. Parece-me que essa é uma bela lição que quanto antes seguirmos melhor para nós.

   É isso, meu caros. Finalizo reproduzindo uma indagação de Confúcio, apresentada por ocasião da Conferência do idoso de Jaraguá do Sul e que citei no meu Twitter: “Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?“

   Para quem quiser mais informações sobre o livro “Vamos envelhecer? Aprenda o segredo” o contato é posgeronto@furb.br. Em Jaraguá do Sul a Biblioteca Pública Municipal tem um exemplar e logo terá outro, que doarei após completar a leitura. Sugeri à Dra. Juliana que pensem em fazer o livro em e-book gratuito. Espero que a ideia vá adiante, para que tenhamos um alcance maior dessa valiosa obra.

Um abraço e até semana que vem,
Emmerson Gazda

3 comentários:

  1. Dr. ainda não concluí a leitura do "A arte da Excelência", mas pelo que entendi o espírito encaixa-se bem com a necessidade de aprender a envelhecer melhor. Como se poderia chamar de idoso alguém que com 80 anos de idade cronológica pensa nas gerações futuras? Impossível. Parabéns pelo post.

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  2. Emmerson, mais uma ótima reflexão.

    Os velhos têm grande sabedoria, quando souberam viver bem a vida.

    Lembro de um avô de uma conhecida que quando percebia alguém triste, amuado, começava a fazer uma série de perguntas à pessoa:
    Você está doente?
    Tem alguém doente na sua família ou entre seus amigos?
    Está com algum problema financeiro grave?
    Tem algum problema afetivo insolúvel?
    E por aí ele ia...
    Depois de, quase sempre, receber um monte de não como resposta às indagaões, ele abria um sorrisão, abria os braços e soltava a voz alta e grave:
    "Ah!!! Então não é nada!!!".
    E quem antes estava triste, recebia uma dose de energia positiva e saía da "fossa" como que por mágica...


    Vamos em frente!

    Abraço,

    Márcio
    Londrina

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  3. Wellington, é isso aí. Se vivermos com Excelência chegaremos aos 80, 90, 100 anos com muita juventude.

    Márcio, muito legal seu exemplo. Faz ter certeza que temos de dar mais valor ao conteúdo das pessoas que à forma. É o conteúdo que faz diferença nas horas mais difíceis.

    Um abraço,

    Emmerson

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