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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quer ficar rico? Pergunte-se como!

Meus caros:

   O título da postagem dessa semana foi inspirado em um pergunta feita por uma empresa de produtos para emagrecimento, que trabalha com marketing de rede. Só que aqui, ao contrário de lá, a resposta é “pergunte-se” e não “pergunte-me”. A diferença é apenas uma letra. Mas que muda todo o conteúdo.  

   Pois bem, resolvi falar sobre o assunto depois que, em uma das reuniões do curso sobre gestão da inovação do qual estou participando, vi que a maioria dos presentes apontou como maior dificuldade em resolver seus problemas e ser criativo os obstáculos colocados por terceiros. É o velho conceito já arraigado em nossa cultura de que a responsabilidade por não conseguirmos ser melhores é sempre de algum elemento externo, nunca de nós mesmos.

   No decorrer do curso, contudo, foi pedido aos participantes que apontassem uma pergunta de difícil solução, mas que se tivessem a resposta resolveria grande parte dos problemas de cada um no trabalho. A pergunta que mais apareceu, com algumas variantes, foi: “como se motivar e motivar a equipe para as atividades a serem desenvolvidas?”

   A partir disso o consultor propôs que fosse realizado um “brainstorming” sobre essa pergunta. “Brainstorming”, para quem nunca ouviu falar do termo, é uma técnica para achar soluções ou novos conceitos sobre um determinado assunto, com foco na geração de ideias.

   O que me chamou a atenção nesse “brainstorming” sobre a questão da motivação foi que, de todas as soluções viáveis apontadas, aproximadamente 50% eram práticas que não dependiam de ninguém mais ou de nenhum recurso extra para serem aplicadas. Quer dizer, estavam disponíveis para implantação imediata. As outras 50% ou precisavam de algum recurso material ou dependiam efetivamente de terceiros.

   Com isso foi fácil constatar que era possível começar no dia seguinte a aplicar os 50% sob responsabilidade pessoal de cada um. Ao mesmo tempo seria ainda possível atuar no sentido de buscar os recursos materiais e adesão de terceiros para atingir 100% das ideias que surgiram para aumentar a motivação.

   O que se verifica, portanto, é que no ambiente inicial, alicerçado na cultura de atribuir aos outros a responsabilidade por resolver nossos problemas, a questão da motivação era algo praticamente insolúvel. Quando foi apenas mudado o foco de análise, procurando buscar soluções sem qualquer juízo de valor (técnica do “brainstorming”), surgiram diversas ideias que podiam ser implementadas de imediato, sem necessidade de participação ou auxílio de terceiros. Ou seja, ficou evidente que todos estavam parados esperando ações de terceiros quando tinham grande espaço para agir. 

   Essa constatação conduziu-me à resposta da pergunta que está no título da postagem: "pergunte-se como!" Ou seja, se você quer alguma coisa, primeiro de tudo pergunte a você mesmo o que pode fazer para isso acontecer. 

   Vejam bem, não estou dizendo que a riqueza de cada um não dependa de participação dos outros. Não se trata disso. Perguntar dúvidas, contar com a ajuda de terceiros, mobilizar colaboradores, ler, buscar conhecimento, analisar possibilidades trocando experiências com outras pessoas, trabalhar em equipe, tudo isso é válido e importante. Mas cada um precisa assumir a responsabilidade pela sua riqueza, pelo seu sucesso. Precisa se empoderar com habilidades que permitam escolher o que é bom, o que é adequado e o que leva a uma melhoria para si mesmo. E mais do que tudo precisa aplicar essas habilidades. Nenhum terceiro, por mais sincero e amigo que possa ser em suas atitudes, poderá ser mais eficiente em nos ajudar a ficar ricos que nós mesmos. 

   Para finalizar, preciso fazer uma observação importante. Certamente durante a leitura dessa postagem muitos leitores associaram o termo rico e riqueza a ter muito dinheiro. Contudo riqueza não se resume só a ter muito dinheiro. Aliás, riqueza com frequência nem é ter milhões de reais em investimentos e negócios. Ser rico é um conceito mais amplo, que envolve ter saúde, carinho, bons relacionamentos familiares, felicidade, amigos verdadeiros, entre outras coisas. E eventualmente até um pouco de dinheiro. Então ter algum dinheiro ajuda, mas é pouco para ser rico. Quer ser verdadeiramente rico? Batalhe por um lugar ao sol financeiramente, mas pergunte-se também como cuidar de sua saúde, como adotar a felicidade como estilo de vida, como cultivar amizades verdadeiras, como você está cuidando de sua família, etc.

   É isso, meus caros. Vale a pena pensar sobre o assunto, fazer um teste com alguma questão pessoal e ver como os resultados são surpreendentes. Para facilitar o trabalho, na próxima semana detalharei a técnica do “brainstorming”, com reflexões de como podemos utilizá-la para o desenvolvimento da vida pessoal e profissional.      

Um abraço e até semana que vem,

Emmerson Gazda

2 comentários:

  1. Caro Emmerson,

    Para confirmar a teoria, a cidade mais feliz dos EUA é San Luis Obispo, cuja renda anual per capita é de 60 mil dólares. O salário de um policial ou professor primário nos EUA. Portanto, a partir de um certo patamar econômico mínimo, não é o dinheiro que faz a diferença para ser feliz ou não!

    Abraço,

    Márcio

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  2. Márcio:

    Excelente exemplo. Espero que as pessoas percebam isso e possam dedicar mais tempo em busca de riquezas maiores.

    Um abraço,

    Emmerson

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"A arte da Excelência" é um projeto sem fins comerciais destinado a gerar reflexão e ações concretas para a realização pessoal e profissional.