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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Reflexão de Natal: Festa da Vida!

Meus caros:

   A reflexão de hoje é sobre o Natal. Essa festa tem sentido diferente para muitas pessoas. Para algumas não tem sentido nenhum. Apresento no texto abaixo o sentido que tem para mim. Não com a pretensão de indicá-lo como o correto. Mas certamente como um exemplo da importância de se cuidar da essência das coisas, de seu verdadeiro valor. Sobre isso, o que aconteceu com essa pequena história que vou contar é interessante. Eu a escrevi em 1997. Com o tempo e várias mudanças de computador perdi o original. Em 2008, ao visitar um casal de amigos, Ana Carolina e André, fui surpreendindo ao mostrarem que tinham guardado uma das cópias que receberam em 1997.  Mais uma prova de que a amizade sincera é um espaço perfeito para compartilharmos nossos sentimentos. Espero que gostem do texto.  

   "Era noite de Natal. A família toda estava reunida. Tios, avós, primos. A mesa pomposamente enfeitada aguardava o momento em que, em uma agradável confraternização, seria servido o tradicional peru natalino. Enquanto isso as crianças irrequietas olhavam com expectativa os inúmeros pacotes que rodeavam o gracioso pinheiro, adornado por luzes, anjos e alegres bolas coloridas. Ao seu pé, um discreto presépio trazia à lembrança de alguns o motivo de toda aquela festa.

   Foi quando soou a campainha. Alvoroçadas as crianças viram entrar na sala um homem de avançada idade, longa barba branca e reluzente roupa vermelha. A festa estava completa. Papai Noel havia chegado. Mais que depressa as crianças mais velhas começaram a tentar descobrir quem seria aquele Papai Noel. Logo perceberam, entretanto, que não era ninguém que conheciam. Os adultos, de outro lado, ficaram um pouco intrigados, pois não tinham contratado ninguém para o importante papel de “Papai Noel”. O combinado era que um deles iria vestir-se como tal tão logo terminasse a ceia que estava sendo preparada. Talvez algum dentre eles tivesse mudado os planos...

   Em meio a essas dúvidas o bom velhinho mansamente acalmou a todos. Disse, para tranqüilizar as crianças, que logo seriam entregues os presentes. Antes, porém, era preciso noticiar um importante acontecimento. Contou-lhes, pois, com ternura, a seguinte história: “naqueles dias, saiu edito de César Augusto, para que se fizesse o recenseamento de todo o mundo. Este recenseamento foi anterior ao que se realizou quando Quirino era governador da Síria. Iam todos recensear-se, cada um em sua cidade. José foi também da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, cidade de Davi, que se chamava Belém, porque era da casa e família de Davi, para se recensear juntamente com Maria, sua esposa, que estava grávida. Ora, estando ali, aconteceu completarem-se os dias em que devia dar à luz e deu à luz o seu filho primogênito. Enfaixou-o e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. Naquela mesma região, havia uns pastores que velavam e faziam de noite a guarda de seu rebanho. Eis que apareceu junto deles um anjo do Senhor e a glória do Senhor os envolveu com a sua luz e tiveram grande temor. Porém o anjo disse-lhes: não temais porque eis que vos anuncio a boa-nova, que será de grande alegria a todo o povo: nasceu-vos hoje na cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo, o Senhor. Eis o sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura. Subitamente apareceu com o anjo uma multidão da milícia celeste, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens de boa vontade. Depois que os anjos se retiraram para o céu, os pastores diziam entre si: vamos até Belém, vejamos o que é que lá se sucedeu, e o que é que o Senhor nos manifestou. Foram a toda pressa, e encontraram Maria, José e o Menino, deitado na manjedoura. Vendo isto, tornaram conhecido o que lhes tinha sido dito acerca deste Menino. Todos os que ouviram, se admiraram das coisas que lhes diziam os pastores. Maria conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração. Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido dito” (Lc, 2, 1-20).

   Todos ali conheciam aquela história, mas poucos eram os que naquele momento lembravam-se dela. Recordaram, então, ouvindo essa doces palavras, o significado daquela festa que estavam celebrando. Recordaram que existe um Deus que ama de tal maneira o mundo que se fez homem para trazer a salvação a todos. Um Deus que é amor e quer ser seguido por causa do amor. Um Deus que em Jesus Cristo mostrou o caminho da verdade e da vida. Um caminho traçado não porque quis estabelecer leis severas para testar a fidelidade dos seus, mas porque esse caminho leva à felicidade. E Cristo, logo no Seu nascimento, ensinou a todos a primeira lição: a humildade. O mais poderoso dos poderosos, o Deus-Filho, veio ao mundo. Poderia fazer-se nascer em suntuoso palácio, mas é em uma estrebaria, envolto em panos simples e deitado em uma manjedoura que se fez homem. Por quê, perguntavam-se todos em seu íntimo? E do coração vinha a resposta: porque veio para construir o caminho da salvação e, na humildade do seu nascimento, sedimentou a primeira pedra desse caminho.

   Ao fim da história adultos e crianças ficaram pensativos por alguns instantes. Os presentes já não tinham mais tanta importância. Presente maior haviam acabado de receber. Com essa inspiração divina todos, em um só pensamento, deram-se as mãos, fecharam os olhos e oraram a Deus em agradecimento. Permaneceram em oração por alguns minutos, agradecendo pela vida e por estarem, apesar das dificuldades, bem.

   Quando abriram novamente os olhos já não estavam mais em companhia do inesperado e amável visitante daquela noite especial. Ninguém, entretanto, ficou alarmado. Todos sabiam, agora, em seu íntimo, que um anjo os havia visitado para trazer de volta àquela família o verdadeiro espírito do Natal. Com muita alegria e amor no coração continuaram a celebrar a Vida e daquele Natal em diante, sempre antes da ceia e da distribuição dos presente, alguém lia o evangelho do nascimento de Jesus. Em seguida todos oravam e agradeciam a Deus."

Um grande abraço e até semana que vem,

Emmerson Gazda

Um comentário:

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