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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Construindo autonomia!

 Meus caros:
 
   Essa semana tive a oportunidade de assistir a uma breve palestra da professora Susana Hintz, da área de padagogia, da Universidade Católica de Santa Catarina, campus Jaraguá do Sul. O ambiente era de reunião de pais do colégio de minha filha. O objetivo: compartilhar conhecimento sobre os limites na educação dos filhos. Quer dizer, a reunião era de poucas pessoas, no ambiente escolar, sem maiores pretensões.
 
   Isso para mim já permite uma observação importante: o tamanho do evento e/ou o fato do palestrante ser ou não famoso não devem servir de preconceito para que a mente não esteja aberta a pensar e aprender algo novo. Infelizmente é muito comum as pessoas estarem abertas a ouvir o que diz alguém famoso. E mais comum ainda é aceitarem como verdades algumas coisas sem sentido que essa pessoa diz. Já quando alguém que não é famoso fala, ainda que possa ter grande experiência e um excelente currículo, somos bastante reticentes em refletir sobre o que está sendo dito. Nossa mente trabalha aí com mais resistência. 
 
   Para “fugir” dessa “armadilha” de nossas mentes uma boa técnica é adotar como princípio a máxima de que toda troca de ideias é uma oportunidade de aprendizado. Seja com palestrante famoso, seja em uma reunião informal ou mesmo em uma simples conversa com alguém até com menos bagagem científica ou cultural. O importante é não limitar a oportunidade de aprendizado pelo preconceito em relação ao interlocutor.
 
  Quanto à palestra em si, quero destacar alguns pontos muito interessantes. Primeiro, sempre ouvi dizer que é importante dar limites à criança. Contudo nunca tinha pensado na seguinte pergunta: por quê é importante dar limites à criança? A professora Susana deu uma excelente explicação para isso: os limites não são um fim em si mesmo. Eles servem como uma ponte para ajudar a criança a criar autonomia. A analogia foi a seguinte: quando a criança está no ventre da mãe tem limites bem definidos. Ao nascer todo e qualquer limite desaparece. Na medida em que vai crescendo ela percebe que o mundo é muito amplo, mas não sabe como se guiar por esse mundo. A partir disso os limites surgem como importante ponte para ajudar a criança a saber como poderá viver de uma forma positiva e plena nesse mundo com tantas possibilidades, tantas coisas boas e tantas coisas não tão boas assim. Em resumo: os limites são ponte para construir a autonomia da criança. Com isso em mente fica mais fácil aos pais saber como estabelecer limites para os filhos. 
 
   Na sequência da palestra a professora Susana ainda pontuou algo muito pertinente: mais que ouvindo a criança aprende a ter limites sensorialmente, quer dizer, vendo e sentindo o que se passa a sua volta. Assim, mais que dizer o que a criança pode ou não pode fazer, os pais precisam agir de uma forma positiva, tendo harmonia em casa, evitando discussões na frente dos filhos, fazendo atividades junto com as crianças, inserindo os filhos na rotina da casa para que aprendam a ajudar, ter responsabilidade e servir. Atividades conjuntas, brincadeiras, passeios culturais, viagens, convivência, são coisas assim que vão mostrando, na prática, quais os limites que a criança precisa observar para criar autonomia para viver nesse nosso mundo. 
 
   Pois bem, a partir dessas ponderações de educação infantil, fiquei pensando que todas essas questões de limites e autonomia em relação às crianças também se aplicam na nossa vida pessoal e profissional, enquanto adultos. Quer dizer, em certa medida a todo momento estamos vivendo situações em que precisamos aprender quais os limites, ou seja, quais as regras do espaço em que estamos nos inserindo, para conseguir ter plena autonomia e conseguir êxito em nossos projetos. Por exemplo, quando entramos em uma faculdade. Precisamos aprender os limites daquele espaço e compreender aquela nova ciência, de forma a que alcancemos autonomia para voar sozinhos. O sistema de ensino hoje em dia não é muito voltado a nos ensinar a ter autonomia, mas precisamos aprender isso se quisermos nos destacar. Outros exemplos em que precisamos compreender os limites: em um novo emprego, em um relacionamento amoroso que se inicia, ao conhecermos novas pessoas, etc. Sempre que iniciamos algo novo somos de certa maneira como crianças que precisam da definição dos limites para que possamos percorrer o caminho com o sucesso pretendido. 
 
   De outro lado, muitas vezes estamos recebendo alguém que começa uma nova atividade conosco. Aí somos como os pais que precisam ajudar na compreensão dos limites. Por exemplo, como líderes de uma equipe. Temos de saber definir para a equipe o que se espera dela, o que se pode e não pode fazer para atingir os fins almejados, como esperamos que as coisas aconteçam, etc. E aí se encaixa perfeitamente a observação da professora Susana quanto às crianças aprenderem mais sensorialmente que ouvindo. Para um líder essa regra vale ouro. Mais do que dizer à equipe o que precisa ser feito, precisa o líder mostrar como deve ser a conduta de todos mediante seu exemplo, sua participação efetiva e comprometida com o projeto e com o grupo. É por aí que a equipe vai criar autonomia e conseguir alcançar os resultados esperados. 
 
   Enfim, a definição de limites como ponte para a autonomia nos remete a muitas possibilidades, não só no campo da educação dos nossos filhos. Assim, agradeço às professoras de minha filha pela brilhante ideia dessa palestra com a professora Susana Hintz. E para quem quiser pensar um pouco mais sobre como a imitação é a chave do processo de educação das crianças indico o vídeo “crianças vêem, crianças fazem”, também apresentado na palestra da professora Susana. No youtube achei o link a seguir, que me parece referir todos os créditos autorais: http://www.youtube.com/watch?v=8AcWo3gbtBk.

Um abraço, 
 
Emmerson Gazda

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