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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Alimentação saudável: comendo fora e consumindo saladas

Meus caros:

   Depois da postagem da semana passada, sobre como se alimentar de forma saudável sem prejudicar a alegria de comer, algumas pessoas me perguntaram como poderiam adotar a estratégia indicada ao comerem fora todos os dias em razão do trabalho. Outras, ainda, me disseram que têm grande dificuldade em comer saladas. Então resolvi apresentar algumas reflexões sobre esses dois temas, em complementação à postagem anterior.

   Pois bem, para quem come fora quase todos os dias, por necessidade ou mesmo opção, parece-me que é fundamental ser seletivo no que vai consumir, procurando escolher aquilo que seja melhor em termos nutricionais, diante das opções disponibilizadas pelo cardápio ou pelo buffet. Isso exige um pouco de mudança de hábito, por certo, já que quando estamos pagando cada grama que comemos (na comida por peso) temos a tendência de escolher o que seja mais saboroso e caro, para valorizar nosso dinheiro. Ou, no caso da refeição livre, comemos mais do que precisamos, pela disponibilidade ampla de alimentos.

   Qual seria, então, a forma correta de fazer a escolha? Minha sugestão é que você esqueça o valor da comida e pense no valor dela para sua saúde. Ao escolher as comidas mais saudáveis no dia a dia você estará economizando dinheiro com remédios no futuro. Além disso abre espaço para poder exagerar um pouco nos momentos de reunião com a família e com os amigos. Então coma salada, peixe, frango, arroz, feijão e fuja da tentação de comer só picanha!

   Mas pode ser que mesmo diante desses argumentos você não consiga deixar de escolher o que é mais saboroso. A sua questão pode não ser o dinheiro, mas sim a impossibilidade de resistir aos pratos mais apetitosos. Ou pode ser os dois. Bom, nesse caso, tente almoçar e jantar no dia a dia sem tomar líquidos (no máximo 250 ml por refeição). Do ponto de vista financeiro a bebida é proporcionalmente a parte mais cara da refeição. E do ponto de vista nutricional é o que lhe faz comer mais, pois aumenta o volume do estômago (especialmente os refrigerantes), além de diluir o ácido que irá digerir o que foi ingerido. No começo é difícil. Mas com o tempo você se acostuma. O importante é que é muito saudável. E não é preciso deixar de tomar líquidos. Ao chegar no escritório, voltando do almoço e já com a digestão adiantada, você pode tomar água a vontade. Aliás, água é fundamental na alimentação diária, como todo mundo já sabe (mas nem sempre observa!). Você pode, ainda, alternar a água com chá verde. Esse chá, quente ou frio, é um aliado eficaz no tratamento da gastrite crônica, doença muito frequente nos dias modernos.

   Já que estamos falando em comer fora, o que me dizem sobre substituir o almoço ou o jantar por sanduiches de fast food? Algum dos leitores faz isso com frequência? Não preciso nem dizer que é algo a ser evitado. A quantidade calórica ingerida é grande e o valor nutricional muito baixo. E se você comparar o preço custa tanto quanto comer uma refeição normal. Melhor deixar esse tipo de alimentação para um momento de lazer e não para as refeições normais.

   É importante observar, ainda, que não é só fora de casa que precisamos de atenção para melhorar nossos hábitos alimentares no consumo de guloseimas sem valor nutricional. Muitas vezes é em casa, na calada da noite ou na frente da televisão em uma tarde de domingo chuvoso, que cometemos nossos maiores excessos. E nem diria que fazemos isso pelo prazer de comer. É quase algo automático: comer enquanto assistimos televisão. Quem resiste a um pacote de batatas fritas, refrigerante e chocolate ao assistir um filme no DVD com a namorada? Quase impossível. Aqui só tem um jeito: não ter em casa as guloseimas que você consume sem perceber. Você adora refrigerante? Não compre. Em seu lugar compre suco natural para ser feito com água e açucares leves, como mascavo, demerara ou açucar light (os sucos prontos de caixinha são puro açúcar, evite-os!). É compulsivo por doces? Compre uva sem semente ou morango e coma em seu lugar. Enfim, é uma forma de evitar os excessos. Se você tiver que sair para comprar vai pensar duas vezes e só vai fazê-lo se estiver com vontade mesmo. Mas claro que de vez em quando você pode e deve se dar o prazer de consumir guloseimas na frente da TV. O problema surge quando isso se torna frequente.

   Por fim, tratemos do tema mais aguardado por todos: as saladas. Temos de admitir que em geral esse é o ”patinho feio” da comida. Quase ninguém gosta de salada. Talvez por isso ela fica em último plano na hora de preparar o cardápio para o almoço ou o jantar. Cuidamos do prato principal, da carne, do acompanhamento, da massa. E de salada faz-se qualquer coisa. Mas do ponto de vista nutricional a salada é muito importante.

   Assim , sabendo que a salada é fundamental, mas ao mesmo tempo é a comida que em geral as pessoas menos gostam, qual seria a estratégia a ser adotada para incrementar seu consumo? Parece-me que a solução é colocar a salada em primeiro plano em termos de seu preparo. Ou seja, como as pessoas não gostam de salada, temos de ter dedicação especial no seu preparo, com muito cuidado e atenção. Temos de fazer algo bonito e tentar achar combinações que sejam saborosas. Bonito porque comer se inicia com os olhos. Saboroso porque é possível fazer salada gostosa. Só é preciso aprender a combinar os ingredientes.

   Por exemplo, com alface e tomate, você pode picar a alface com a mão em pedaços pequenos, fazendo uma “caminha” de alface. Por cima coloque tomates cerejas em rodelas, uva sem semente em rodelas e nozes moída em pedaços pequenos. Tempere com sal e azeite de oliva, mas não misture. Esse efeito das camadas dará leveza à salada e vai deixa-la bonita, além de saborosa. E por aí vai. Com tomate, cebola, abobrinha e beringela você pode fazer uma deliciosa “caponata”, picando esses ingredientes em pedaços pequenos e colocando no forno por cerca de 30 minutos, regado com bastante azeite de oliva e temperado só com sal a gosto e orégano. Experimente, deixe sua criatividade fluir e acredite: existe salvação para as saladas. Só precisamos dar mais atenção a elas!

   É isso, meus caros. Sem exageros é possível ir melhorando gradativamente nossa alimentação. Certamente as reflexões da presente postagem e da semana passada não são tudo o que necessitamos para um nível ideal de boa alimentação. Mas são um bom caminho para iniciarmos, para chegarmos a uma alimentação razoavelmente boa. A ideia principal é de melhoria contínua. Depois que chegamos a uma melhora inicial vamos percebendo outras coisas em que é possível melhorar e assim por diante. E quando menos se percebe estamos nos alimentando bem, sem perder a capacidade de saborear uma bela refeição.

   Um grande abraço e até semana que vem. Novamente fica o agradecimento ao Dr. Maurício Cecon, da Nutrogen, Medicina e Nutrologia, que fez a revisão do conteúdo técnico da postagem. Na próxima semana, para concluir essa verdadeira “série especial” sobre alimentação, abordarei o tema da suplementação vitamínica.

Emmerson Gazda

2 comentários:

  1. Muito bom, Emmerson!!!

    Há cerca de 3 anos comecei a comer verduras como se fossem remédio... Fecha o olho, mastigava e mandava para dentro, como se fosse uma espécie de obrigação.

    Hoje, as verduras fazem parte do meu dia-a-dia. Acostumei-me com o sabor e até sinto falta quando não tem! Quem diria...

    Abraço,

    Márcio

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  2. Márcio,

    Isso é uma coisa interessante. Quando a gente começa a comer salada é algo meio esquisito. Mas com o tempo vai gostando. Talvez tenha alguma coisa psicológica, por saber que se está fazendo a coisa certa.

    Um abraço,

    Emmerson

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