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quarta-feira, 7 de março de 2012

E também há o momento certo

Prezado(a),

   Gostaria de completar o conteúdo da semana passada com mais alguns detalhes sobre o feedback. A excelência em fornecer feedback é cheia de peculiaridades e até o tempo aparece como uma variável importante de se considerar. Encontre o momento certo de falar.
   
   Para avaliarmos se o feedback que forneceremos surtirá o efeito desejado, devemos considerar tanto as circunstâncias emocionais quanto o impacto prático que o feedback pode causar. Às vezes é tarde demais e acaba sendo melhor deixar de lado para não prejudicar. Quando penso nisto, lembro-me sempre dos comentários de Ricardo Vargas (renomado gerente de projetos e palestrante na área) sobre feedbacks que recebia de seus amigos ao mostrar a capa de seus novos livros. Costuma distribuir as prévias das capas para comentários e considerar a opinião dos amigos. Mesmo assim, sempre lhe ocorria de acabar ouvindo sugestões tardias quando apresentava o livro pronto. Isto o irritava, pois obviamente nada mais podia fazer após ter todo o material impresso. E o próximo livro certamente teria um conteúdo artístico totalmente novo e diferente. Ou seja, tais comentários em nada mais ajudavam. Assim, a partir do terceiro livro passou a avisar de antemão que não aceitava mais comentários sobre a capa do livro pronto que estava a apresentar. 

   Igualmente a um livro já impresso, quando se está com toda uma campanha publicitária pronta, lançamento previsto para o dia seguinte, todos os canais acertados, material impresso, não é mais a hora de abrir a boca para criticar o conteúdo. Salvo se for para cancelar porque o estrago de divulgar seria maior do que o benefício. Levante o dedo no momento certo ou pondere em ficar com o “cale-se para sempre”. Outro exemplo, em construção civil há um momento até o qual se pode facilmente modificar as bases da obra. Após este ponto muitos comentários vão levar àquele pensamento: “por que não disse isto antes…”. 

   Mas nem sempre dá para esperar o melhor momento. Frequentemente o gerente precisa agir de forma imediata para evitar danos maiores. Cabe a este, então, muito tato para transmitir a mensagem adequada, mesmo não estando o receptor em um bom momento para ouví-la. De uma forma geral, o feedback corretivo trará melhores resultados se quem recebe estiver disposto a aceitar e melhorar. Portanto, ao receber um feedback procure ouvir e perguntar para esclarecer a situação. Aceite o que considere justo, negocie o que avalie como cobrança excessiva e trabalhe para melhorar. Na prática, nem sempre isso é fácil de acontecer. 

   Dar feedback não é fácil. Em geral somos bons em criticar e difíceis em reconhecer as coisas boas. Crescemos neste tipo de ambiente, cercado por críticas e correções. Como pais, costumamos dizer: “não faça isto”, “não faça aquilo”. Quando o mais acertado seria aplicar uma visão positiva, onde se orienta a criança em: “veja, você pode fazer assim”, “podemos brincar disto”, e assim por diante. No ambiente corporativo e demais relacionamentos, podemos acabar por investir muito mais em conteúdos críticos e repreensões (por mais leves que sejam) do que elogios ao comportamento correto. E quem age assim muitas vezes nem percebe. Dever-se-ia distribuir cinco elogios para cada crítica vertida. Admiro as pessoas que conseguem fazê-lo, excedendo com elogios sinceros o número de críticas. Elas enxergam o que há de bom nos outros e reconhecem o valor que agregam. Constroem e colhem resultados fantásticos.

   Em princípio, seguindo-se as regras, o feedback deveria ser sempre positivo. O negativo é não receber feedback, pois neste caso não sabemos que estamos em caminho destoante e nos distanciando cada vez mais dos objetivos da organização. Um dia somos surpreendidos com o rompimento. Há de se cuidar, no entanto, com um tipo de feedback dito maldoso. Estes são distribuídos com intensões maliciosas para mais adiante prejudicar o profissional. Em grande parte surgem devido à excessiva competitividade dentro da empresa e a necessidade que alguns fracos possuem de se proteger. Pode ser um feedback com intensão de desestabilizar o profissional emocionalmente. Não embarca nesta e mantenha a postura. Um feedback que enaltece de forma mentirosa também pode carregar intenções de prejudicá-lo. Fora isto, aproveite as recomendações que os outros lhe dão para melhorar sempre mais. Procure adaptá-las a sua realidade e coloque-as em prática.

Abraços,

Emmanuel Gazda
www.artedaexcelencia.blogspot.com

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